
Stranger Things 5 e seu segundo volume contendo mais três episódios da ultima temporada enfim, está entre nós.
A serie que fez sua estreia em 15 de julho de 2016 com o icônico episódio: “O desaparecimento de Will Barnes” caminha agora para o seu fim, quase dez anos depois. Porém, com três novos capítulos que dividiram a opinião dos fãs.
“Tratamento de Choque, Fuga de Camazotz, A Ponte” esses são os novos episódios que se juntam aos quatro lançados no Volume I.
Na analise do Volume I, escrevi que apesar de não acontecerem muita coisa, que esses primeiros episódios poderiam ser encarados como um tipo de preparação.
Preparação para o fechamento apoteótico, que se iniciaria a partir dos episódios do Volume II.
O problema é que nos episódios do Volume II também não acontece muita coisa, na verdade, apesar de entregar algumas respostas e alguns momentos épicos, que vão ficar na memória dos fãs das séries.
A verdade é que são três episódios que de certa forma decepcionaram, principalmente por não preparar adequadamente para o tão aguardado final.
Ou essa temporada deveria três, quatro episódio somente ou a Quarta temporada poderia ter três ou quatro episódios a mais, seria o ideal para terminarmos essa história.
Não digo isso por achar que os episódios são ruins, pelo contrário, seguem a formula que fez da série um fenômeno da cultura pop.
O foco está e sempre esteve principalmente nas relações e no desenvolvimento dos personagens.
Mas diferente do volume I, que tivermos episódios mornos e um episódio épico no final do volume, deixando um gancho sensacional para o próximo volume.
Já os três novos episódios possuem seus momentos memoráveis, porém possuem também, diálogos arrastados ou que agregam muito pouco.
Temos arcos que se repetem, que sequer fazem sentido com a personalidade já estabelecida para os conhecidos personagens.
Sem falar em certas decisões desses personagens (e como essa série tem personagem!) que são totalmente anticlimáticas, e que não servem nem ao menos para mover a trama.
Alerta absurdo de Spoilers
A longa e arrastada discussão de Jonathan (Charlie Heaton) e Nancy (Natalia Dyer).
A briga desnecessária de Steve (Joe Kerry) e Dustin (Gaten Matarazzo) ainda que mostrar a dificuldade de Dustin em lidar com o luto seja válido.
A falta de urgência de Max (Sadie Sink) e Holly (Nell Fisher) para fugirem da prisão de Vecna e até mesmo a totalmente deslocada confissão da homossexualidade de Will (Noah Schnapp).
Esses são só alguns exemplos de eventos que pouco agregaram e na verdade até atrapalharam a nossa experiência com os novos episódios.
Will por exemplo, apesar do bom monólogo e da ótima atuação de Noah Schnapp, não tinha necessidade de fazer uma “confissão“, acerca da sua sexualidade.
A jornada de Will sempre foi de autoconhecimento, nunca de aceitação em relação aos seus Amigos.
Totalmente fora do tom também foi a fuga de Max e Holly da prisão de memórias de Vecna.
Com zero senso de urgência, e até retirando a validação e importância de quesitos muito relevantes estabelecidos nas temporadas anteriores.
O discurso final entre as duas personagens, deveria ser reduzido, objetivo, afinal a própria Max já passado por essa experiência amarga de ter a fuga frustrada as portas da saída da prisão.
Eleven (Millie Bobby-Brown) ganhou quase nenhuma notoriedade nessa temporada, esteve sempre a margem da história, ofuscada pelas ações do Hooper (David Harbour), pelo aparecimento da Irmã, figura não grata desde a segunda temporada.
Mesmo outros personagens ganharam muito mais destaque em ações que pouco condizem com o que já foi estabelecido para esses personagens.
Veja por exemplo, Steve criando um “plano infalível” ao melhor estilo Cebolinha, ou o Dustin, que de uma temporada para a outra virou um gênio da Física.
Claro que precisamos ver como será a participação da Eleven no episódio final, mas até o momento ela foi colocada totalmente em segundo plano.
E há quem diga que isso foi proposital, considerando a franca queda de desempenho de Millie Bobby-Brown, que vem tendo suas performances criticadas há algum tempo.
Fim dos Spoilers
Mas não só de pontos negativos vive o Volume II, todos os três episódios tem momentos incríveis, dignos de outros momentos imortalizados nas temporadas anteriores.
Jamie Campbell Bower segue muito bem como Vecna, ameaçador como deve ser, e com mais momentos para brilhar com a “cara limpa”.
E as referencias a cultura pop saltam aos olhos nesses novos capítulos, Titanic, Jurassic Park, uma dobra no tempo, Star Wars, Alice no País das Maravilhas… é uma série de easter eggs e referencias que fazem vibrar os amantes da Cultura pop.
Não. Realmente não acredito que Stranger Things terá um final catastrófico como dessas séries.
Acredito que teremos um desfecho épico, à altura do fenômeno que essa série se tornou ao longo dos anos.
Não sabemos exatamente as condições que fizeram com que essa temporada final tivesse tantos e tão longos episódios, onde claramente não havia história para isso.
Fica a esperança de que o episódio final que terá mais de duas horas de duração, faça jus a história maravilhosa que foi contada até aqui.
Como fã apesar de ficar temeroso, tudo o que eu quero é um fechamento com chave de ouro, umas das séries mais marcantes de todos os tempos.
Episódio Final de Stranger Things vai ao ar no dia 31 de dezembro as 22hs
Sobre o Autor
Membro vitalício da Ordem dos Dúnedain, está nesse negócio de nerdices e Cultura Pop muito antes de Canção dos Ainur ser cantada. Criador desse espaço como ponto de exposição e opinião de tudo o que rola no Universo da Cultura Pop, além de exercitar seu amor pelo Cinema, Quadrinhos, Games e muito mais...









